Face palatina (lingual) do canino superior elemento 13

Na face palatina ou lingual do canino podemos notar algumas estrutura anatômicas e vou descrever utilizando como modelo o elemento 13 (canino superior direito) pois também se aplica ao canino superior esquerdo.

Na face palatina vemos uma estrutura de esmalte conhecido como cingulo que geralmente está centralizado na região cervical do canino.




As cristas marginais na maioria das vezes são menos proeminentes e a curvatura na face distal é mais acentuada do que na face mesial .










Também podemos notar duas fossas formadas a partir da união dos lóbulos de desenvolvimento







Pela face palatina podemos ver a incisal do canino que se divide em dois segmentos formando um "V", o segmento mesial é menor e mais inclinado e o segmento distal é maior e mais inclinado.

Características anatômicas do primeiro molar superior direito Dente 16

O primeiro molar superior possui varias características e a seguir vou descrever algumas, utilizando como modelo o dente 16 (Primeiro molar superior direito)


As características descritas aqui também servem para o lado esquerdo ou seja o molar superior esquerdo, dente 26.

A seguir veremos a face vestibular, face oclusal e porção radicular deste dente.








Logo na face vestibular vemos uma convergência da borda proximal e da borda distal para o colo dando a este dente um formato trapezoidal onde toda a face oclusal forma a base do trapézio como vemos na figura ao lado.
A seguir podemos notar que este elemento é único que apresenta uma face palatina (ou lingual) maior em toda a sua extensão no sentido mesio-distal maior que a face vestibular comparados entre si, como mostrada na figura.






A cúspide mesio-palatina ou mesio-lingual é visivelmente maior do que as outras cúspides neste elemento, e quando o aluno for criar a sua escultura é um importante conhecer o numero de arestas que deve esboçar para que a sua escultura consiga imitar esta cúspide.







Nesta imagem podemos notar que as duas cúspides mesiais localizados mais precisamente na vestibular e na palatina são maiores do que as cúspides distais neste mesmo dente 16








Outro aspecto anatômico bem característico e delimitado nos primeiros molares superiores é a ponte de esmalte, uma estrutura que une duas cúspides, a disto-vestibular com a mesio-palatina (mesio-lingual), esta estrutura dá ao dentes maior possibilidade de suportar as cargas mastigatórias exercidas sobre ele no momento da oclusão.






Os primeiros molares superiores comumente possuem três raízes das quais uma é a raiz mesial, a outra distal e a ultima é a palatina todas recebem o nome devido a sua localização, e no momento da escultura devemos notar que estas raízes também determinam em grande parte a forma do dente principalmente no que se refere ao seu volume.






Agora vamos ver o porcão radicular do elemento 16 que na maioria dos casos possui três raízes bem separadas entre si, a raiz mesial como podemos ver na figura esta localizada no sentido mesial da arcada dentaria e possui maior probabilidade de alteração anatômica pois o ápice radicular pode inclinar-se para a distal.







Por último em relação a porcão radicular deste elemento a raiz palatina geralmente esta localizada a uma certa distancia das demais raízes neste elemento e claramente notamos também o seu menor volume comparados com as raízes mesial e distal.







 No momento da escultura devemos lembrar que o dente 16 e 26 possuem cinco vertentes e devem ser bem delimitados para que consigamos uma boa anatomia destes elementos








 Podemos notar 3 vertentes internas chamadas de triturantes










 E duas vertentes externas chamadas de vertente lisa.










 Como vimos aqui os molares superiores possuem vários detalhes que devem ser levados em conta para que possamos ter uma boa escultura e chegar a uma anatomia que preencha os requisitos estéticos e funcionais necessários na cavidade bucal. Esqueci de alguma coisa? Participe e ajude deixando seu comentário para que possamos juntos melhorar o blog. Até a semana que vem!


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Incisivos
Pré-molares
Caninos
Molar inferior

Características anatômicas dos incisivos

Uma característica para distinguir o lado de um incisivo central é o arredondamento que ele apresenta, mais acentuada na distal. Como exemplo temos na figura ao lado um incisivo central do lado esquerdo indicando este arredondamento (seta vermelha).


Podemos notar que no incisivo lateral inferior há uma maior inclinação para a lingual da face vestibular, isto em relação ao incisivo central inferior que apresenta menor inclinação. Podemos utilizar esta característica para diferenciar ambos elementos em uma mesma arcada.Veja a figura a seguir.


Note atentamente que o ângulo disto-incisal do incisivo lateral inferior é arredondado, como já tinhamos indicado anteriormente, quando falamos da borda incisal devemos notar também uma leve inclinação para a distal.

Na figura a seguir podemos notar o ângulo disto-incisal, este ângulo geralmente tende a ser mais arredontado que o ângulo mesio-incisal, é importante notar este ponto pois isto fará que o incisivo lateral inferior tome um aspecto mais natural e harmônico na face vestibular.

Podemos notar que no incisivo lateral inferior a borda distal é mais convergente para o colo, como indicada na figura a seguir, esta convergência ou curvatura ligeiramente acentuada na borda distal dá ao incisivo lateral inferior o seu aspecto característico.

O incisivo lateral inferior tem algo muito curioso, analisando de perto vemos que proporcionalmente é maior que o incisivo central inferior. Isto não deve ser descuidado pois é importante no aspecto estético, vemos também que o formato vestibular é trapezoidal, diferente do incisivo central inferior .Observe a figura abaixo:

As bordas proximais convergem para o colo onde esta convergência é maior do que o incisivo central superior, isto dá ao incisivo lateral superior o aspecto triangular na face vestibular.

As bordas proximais tendem ao paralelismo dando a característica deste dente ( aspecto mais longilineo ou menor ).

Note que a borda incisal deste elemento tende a ser retilíneo.

Podemos notar no incisivo central inferior uma inclinação da face vestibular para o sentido lingual isso porque na oclusão ideal ou pretendida o incisivo central superior cobre o incisivo inferior.

Apresenta um aumento de esmalte (cíngulo) na face lingual mas de um modo mais discreto ou menos proeminente do que o incisivo central superior.

Comparativamente o incisivo central inferior é menor do que o incisivo lateral inferior na mesma arcada.

A curvatura cervical do incisivo central se apresenta mais nítida na face mesial. Esta curvatura é mais acentuada na face mesial em todos os dentes.

A borda mesial do incisivo lateral é maior que a borda distal, isto acontece porque o ângulo disto incisal deste elemento é mais arredondado conferindo esta desigualdade no tamanho das bordas.

No momento de esculpir ou desenhar o incisivo lateral é necessário levar em conta o tamanho, onde o incisivo lateral é menor que o incisivo central, isto é muito importante devido a estética. Nas restaurações é fácil confundir a escultura deste elemento, pois suas características lembram muito o incisivo central.

É interessante notar que a face vestibular do incisivo lateral superior é de aspecto trapezoidal tendendo a triangular. Esta figura geométrica irá auxiliar no desenho deste elemento.

O ângulo disto incisal do incisivo central apresenta um arredondamento maior do que o ângulo mesio incisal, e comparando com o incisivo lateral este ângulo disto incisal é mais discreto.

O cíngulo do incisivo central é formado indiretamente pelos rebordos proximais, como podemos ver na figura com a seta amarela indicando os rebordos.

Pela face vestibular do incisivo central podemos perceber que há uma evidente curvatura na cervical do dente em relação à borda incisal, como mostrada na figura ao lado.

O incisivo central vista da face vestibular é comparada a um trapézio, esta forma é interessante observar pois auxilia muito no momento de desenhar este dente.

Veja também os mais lidos da semana:
Cúspides dos primeiros molares inferiores
Ponte de esmalte 1º molar superior
Primeiro molar superior
Primeiro molar inferior - cúspides

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Caracteristicas que determinam o lado dos premolares na face vestibular

Muitas vezes nos deparamos com a necessidade de determinar o lado de um elemento, isso geralmente acontece no momento da escultura do premolar ou qualquer outro elemento isoladamente. Alguns pontos devem ser observados no momento de determinar o lado dos pré-molares, os autores de referencia neste blog agrupam de modo didático estas características, aqui irei ilustrar que ao analisar cada premolar na face vestibular podemos notar algumas caracteristicas entre estes elementos:

1.Vemos que a borda distal tende mais para o colo que a borda mesial.

2.Como disse no primeiro ponto, a convergência da borda distal para o colo faz com que a borda mesial fique menor em relação a borda distal.

3.O ponto mais alto ou o pico de uma cúspide é chamada de crista, esta crista no premolar tende mais para o meio do elemento, ou melhor, a crista toma um posição mais centralizada ;

Face oclusal do 2° Premolar inferior - sulco

Os autores utilizados na referência descrevem uma característica que podemos notar na face oclusal do segunto premolar inferior,  a forma em que o sulco do segundo premolar é desenhado na face oclusal, este sulco conhecido como sulco ocluso-lingual toma uma forma de "Y", além de ser um sulco mais extenso, diferente do sulco que se forma no primeiro premolar inferior, note que na figura abaixo está demarcado o sulco descrito aqui:

04 - caracteres diferenciais entre o primeiro premolar e segundo premolar inferior
Sulco demarcado em vermelho


Face oclusal 2º Premolar inferior

Na face oclusal do segundo premolar inferior há três cúspides, uma cúspide situada no sentido mais vestibular, e duas na região lingual.Ainda podemos distinguir cada uma das cúspides situadas na região lingual dividindo em cúspide disto-lingual e cúspide mesio-lingual.